Wednesday, July 29, 2009

Have you ever seen a pyrosome?


Pyrosomes are gelatinous and bioluminescent marine organisms. These colonial thaliaceans are efficient filterers, specialized to consume nanoplankton particles larger than 20 µm Drits et al. (1992). They belong to the Family Pyrosomatidae – the only family in the Order Pyrosomatida – which has three genera and the following eight species:


Pyrostremma spinosum (Herdman, 1888)
Pyrostremma agassizi (Ritter & Byxbee, 1905)
Pyrostremma godeauxi (Van Soest, 1981)
Pyrosoma atlanticum Péron, 1904
Pyrosoma aherniosum Seeliger, 1895
Pyrosoma ovatum Neumann, 1909
Pyrosomella verticillata (Neumann, 1909)
Pyrosomella operculata (Neumann, 1908)

Esnal (1999) assigned that the pyrosomatids are widely distributed in all the oceans, in coastal as well as in oceanic environments. Of the described species, P. atlanticum has the widest distribution, extending from 50°N to 50°S (see figure below, species A). There are records of this species in all oceans and from different depths, from the surface to 800 meters – for example see the registers of Palma (1985) and Andersen et al. (1992).

Until 2007, only Pyrosoma atlanticum had been recorded from the Brazilian coast (Esnal, 1999). We recently recorded (see Carvalho and Bonecker, 2008) the occurrence of Pyrosomella verticillata off northern Rio de Janeiro, widening the known distribution of this species to the South Atlantic (see figure above, species B). This species is restricted to warm Indo-West Pacific waters and to the connection between the Atlantic and Indian oceans near the Cape of Good Hope in South Africa – after the registers of Van Soest (1981) and Esnal (1999).


The identification of the pyrosomatid species is based on the characteristics of the colony as well as on the zooids. Colony characteristics take the size and shape, the organization of the zooids, and the opacity of the tunic into consideration. The colonies of Pyrosoma atlanticum are elongated, with zooids organized in a row and the tunic is translucent to opaque (see figure above, species A). On the other hand, Pyrosomella verticillata presents rounded colonies, with zooids disposed in circles and the tunic is completely transparent (see figure above, species B).


The most common zooid characteristics used for specific identification are the size of the oral siphon and the branchial basket in relation to the zooid. Pyrosoma atlanticum zooids have an elongated oral siphon and the branchial basket reaches about 70% of the zooid size (see figure above, species A), while Pyrosomella verticillata zooids have a very small oral siphon and the branchial basket reaches about 95% of the zooid size (see figure above, species B).

So, if you find these uncommon jellies during your dives (like that one in the first figure) or in your plankton samples, you can try to identify them. If you need any help, you can contact us!


Complete references:


More about pyrosomes:


Text by Pedro F. de Carvalho (IB-UFRJ) and Sérgio L. C. Bonecker (IB-UFRJ).


[Versão em português]
Você já viu um pirossomo?

Pirossomos são organismos gelatinosos, bioluminescentes e os únicos taliáceos coloniais. Segundo Drits et al. (1992), esses animais são eficientes filtradores, especializados em consumir partículas de nanoplâncton maiores que 20 µm. A ordem a que pertencem (Pyrosomatida) é constituída apenas pela família Pyrosomatidae que possui oito espécies distribuídas em três gêneros, conforme abaixo.


Pyrostremma spinosum (Herdman, 1888)
Pyrostremma agassizi (Ritter & Byxbee, 1905)
Pyrostremma godeauxi (Van Soest, 1981)
Pyrosoma atlanticum Péron, 1904
Pyrosoma aherniosum Seeliger, 1895
Pyrosoma ovatum Neumann, 1909
Pyrosomella verticillata (Neumann, 1909)
Pyrosomella operculata (Neumann, 1908)

Segundo Esnal (1999), esta ordem apresenta ampla distribuição em todos os oceanos, tanto em ambientes costeiros e como em oceânicos. Dentre as espécies descritas, Pyrosoma atlanticum é a espécie que possui a distribuição mais ampla, indo de 50° N a 50° S (vide segunda figura, espécie A). Existem registros dessa espécie em todos os oceanos e em diferentes profundidades, desde a superfície até 800 metros (Palma, 1985; Andersen et al., 1992).

Até 2007, só havia o registro de Pyrosoma atlanticum para a costa brasileira (Esnal, 1999). Recentemente registramos (veja Carvalho e Bonecker, 2008) a ocorrência de Pyrosomella verticillata ao norte do Rio de Janeiro, ampliando a distribuição desta espécie para o Atlântico Sul (vide segunda figura, espécie B). Está espécie é restrita a águas quentes do Indo – Pacifico ocidental e também ocorreu na região de ligação entre os oceanos Atlântico e Índico no sul da África próximo ao Cabo da Boa Esperança (Van Soest 1981; Esnal 1999).

A identificação das espécies de pyrosomatídeos é baseada tanto nas características da colônia quanto nas de zoóides. As características da colônia levam em consideração o tamanho, a forma, a organização dos zoóides e a opacidade da túnica. As principais diferenças entre as colônias das duas espécies encontradas na costa brasileira são: a espécie Pyrosoma atlanticum (vide terceira figura, espécie A) apresenta forma alongada, a organização dos zoóides em fila e a túnica opaca. Já a espécie Pyrosomella verticillata (vide terceira figura, espécie B) possui forma arredondada, a organização dos zoóides de maneira circular e a túnica transparente.

As características dos zoóides mais utilizadas para a identificação das duas espécies são os tamanhos do sifão oral e da cesta branquial em relação ao zoóide. A primeira característica diferente entre os zoóides está no tamanho do sifão oral que em Pyrosoma atlanticum é alongado e em Pyrosomella verticillata é muito reduzido e está ligado a cesta branquial. A segunda diferença está na proporção do tamanho da cesta branquial e relação ao zoóide, em Pyrosoma atlanticum a cesta branquial corresponde a cerca de 70% do zoóide e em Pyrosomella verticillata corresponde a cerca de 95%. Essas diferenças podem ser observadas na quarta figura (espécies A e B, respectivamente).

Se você encontrar esses incomuns organismos gelatinosos durante um mergulho (como na primeira figura) ou em suas amostras de plâncton, tente identificá-los. Se precisar de alguma ajuda, pode contar conosco!

Texto de Pedro F. de Carvalho (IB-UFRJ) e Sérgio L. C. Bonecker (IB-UFRJ).

4 comments:

  1. What is believed to be a "Pyrostremma spinosum" was seen off the Southern Tip of Aruba September 10, 2009.
    http://www.facebook.com/album.php?aid=156047&id=41771906182&ref=mf
    Please confirm siting.

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  2. Provavelmente essa espécie pertence ao Gênero Pyrostremma, os "pirossomos gigantes". No capítulo da Esnal (1999) no livro do Boltovskoy ela relata a espécie P. spinosum que parece com esse exemplar das fotos.

    Até hoje não foi registrada nenhuma espécie desse gênero para o Brasil.

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  3. Dear JADS Dive Center,

    The author of the text stresses that the animal in your photos seems like Pyrostremma spinosum.
    About the colony shape, Esnal (1999) (complete reference in the text) describes: “Colony tapering from the narrow closed end to the broad open end, which is provided with a single, long whip-like process”. It perfectly matches with your photo available at http://www.facebook.com/photo.php?pid=4073082&id=41771906182
    Hope we could help!

    Otto

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  4. I created a playlist on YouTube, which shows videos of similar marine creatures. Are all of these creatures well-known?
    Playlist/URL http://www.youtube.com/view_play_list?p=5733B32B178AF746

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